quinta-feira, 26 de junho de 2008

Regras para pedalar em grupo


Quer pedalar em grupo? Então respeite o horário de encontro. Lembre-se que meia hora a mais pode significar um sol de rachar coco. Aliás, podendo, chegue um pouco mais cedo para ajudar a organizar a saída.

Noção de conjunto:

  • é um grupo - tenha isto em mente sempre;


  • respeite quem conduz o passeio, o guia chefe;


  • respeite os outros guias;


  • use o bom senso e mantenha o grupo unido;


  • comunique-se com inteligência e prudência;


  • repasse as informações importantes para o grupo;


  • vários ciclistas são mais visíveis que um: não pedale fora do pelotão;


  • fila indiana ou em dupla. Evite fila tripla;




  • Cordialidade:


  • respeite e ajude os mais lentos, isto é legal;


  • um parou, todos param;


  • simplicidade é o nome da amizade, status é pobre e desagregador;


  • em locais perigosos, os melhores ciclistas guiam o grupo;


  • se tiver algum comentário a fazer para o guia, faça-o pessoalmente, sem criar alvoroço;




  • Pelotão em movimento

  • evite fazer brincadeiras com a bicicleta;


  • nunca freie ou faça movimentos bruscos;


  • cuidado para não enganchar o guidão;


  • sinalize suas intenções com antecedência, falando ou acenando;


  • ultrapasse pela esquerda, avisando;


  • não empurre ou feche outro ciclista;


  • cuidado com a abertura de porta de carro;


  • não pedale nem permita que pedalem muito próximo ao meio fio;


  • se a roda dianteira encostar na roda traseira da frente você cai;


  • demonstrar que é "o bom" beira o ridículo;


  • jamais pedale na contra-mão;

    Nunca, jamais arrume encrenca. Você não tem direito de estragar o prazer dos outros.

  • Pedalando grande distâncias



    1.
    um dia antes: beba bastante água e alimente-se com pratos leves e pouco gordurosos.

    2. tenha em mente: o negócio é completar a distância.

    3. comece com calma, num ritmo mais lento que o normal.

    4. deixe a musculatura soltar-se.

    5. enfrente as subidas num ritmo um pouco mais lento que o habitual.

    6. não desconte tudo na descida: pense na segurança!

    7. beba água antes de sentir sede, sem se exceder.

    8. mude sua posição na bicicleta com certa freqüência.

    9. mude sua cadência (ritmo de pedalada) de vez em quando.

    10. quanto menor o número de erros, mais fácil é chegar lá.

    11. alimente-se um pouco a cada hora com algo leve.

    12. água de coco e bananas fazem milagres.

    13. um cafézinho expresso não faz mal, muito pelo contrário.

    14. experimente feijoada e cerveja no meio do pedal e irá arder no inferno!

    Cansou, não deu? Não há vergonha em voltar de carona. Vergonha mesmo é se arrebentar para provar que consegue chegar lá de qualquer forma.

    Pedalando no: plano / subida / descida


    Pedalando no plano:

    1. sempre comece devagar para seu corpo se adaptar.

    2. gire o pedal entre 60 e 90 voltas por minuto.

    3. não fique o tempo todo sentado no selim: use suas pernas como amortecedor.

    4. encontre um giro de pedal que é cômodo para o momento.

    5. mudar um pouco a cadência de tempo em tempo descansa.

    6. mesmo com pressa não saia feito louco ou vai pifar antes de chegar.

    Pedalando na subida:

    1. não é importante como você começa a subida; o importante é como você a termina.

    2. o psicológico cansa tanto ou mais que a própria subida.

    3. evite mudar a marcha antes de começar a subida.

    4. deixe a perna sentir a subida e só então reduza a marcha.

    5. reduzir uma marcha por vez, com calma, ajuda muito.

    6. estabilize sua respiração alongando os tempos de inalação.

    7. não olhe para cima, nem pense em quanto falta.

    Vento:

    1. quanta poeira! Cadê meus óculos?

    2. para que lado está o vento? ou a ida ou a volta vai ser complicada.

    3. conforme a velocidade do vento a coisa fica muito complicada.

    4. muito cuidado com vento de lufadas.

    5. cuidado ao sair de uma sombra de vento (um obstáculo que freia o vento).

    6. pare a bicicleta ou evite pedalar com chuva e vento forte.

    7. pedalando em dois dá para revezar quem fica no vácuo (uma espécie de sombra de vento).

    8. caminhão grande gera um deslocamento de ar suficiente para derrubar ou jogar o ciclista no meio da pista.

    Pedalando na descida:

    1. controle a ansiedade que normalmente é mais perigosa que a descida.

    2. quanto mais relaxado melhor.

    3. braços e pernas dobrados e soltos.

    4. mãos firmes, mas não travadas.

    5. dois dedos nos manetes de freio.

    6. apóie o corpo nos pedais, tire o corpo do selim.

    7. se a descida for muito inclinada, jogue o corpo para trás.

    8. freie com os dois freios e evite travar a roda traseira.

    9. olhe para onde você tem que ir, nunca para onde você pensa que vai bater.

    Aprendendo a pedalar melhor


    A bicicleta
    , exatamente como a conhecemos hoje, existe a mais de um século. Desde sempre houve competições. Nelas foi desenvolvida uma técnica refinada de pedalar que basicamente é formada por: encontrar a bicicleta ideal para cada ciclista; tirar o melhor proveito do corpo; e pensar o pedalar de maneira correta.

    Pedalar é simples e qualquer um consegue, mas quem aprende e respeita a "cultura da bicicleta" descobre que pedalar bem é uma arte. É mais que um simples equilibrar-se enquanto gira os pedais. São inúmeras técnicas refinadas, a maioria fácil de aprender, outras nem tanto. Fazem uma grande diferença nos diversos usos da bicicleta, seja meio de locomoção, lazer ou esporte.

    Pedalar melhor é ir mais rápido, com menos esforço, quase zerando a possibilidade de sofrer um acidente. É entender a bicicleta, a rua, a cidade, o meio ambiente, a si mesmo, o desenvolvimento, enfim a vida de maneira diferente, mais equilibrada, mais sadia, mais fácil.
    Refinamento sempre nos mostra melhores caminhos e com o pedalar melhor não é diferente.

    Encontrar a bicicleta ideal para o ciclista normalmente é complicado. Há muitas opções. A vantagem de quem está começando é que as exigências do novato são menores, menos detalhadas. Mas nem por isto precisam ser erradas ou impróprias. Com um pouco de informação e paciência é possível comprar a primeira bicicleta sem cometer grandes erros. Veja nosso capítulo "que bicicleta comprar" e muitas dúvidas serão respondidas.

    O ideal é que bicicleta e ciclista se transformem num conjunto uniforme e harmônico. Para isto deve-se levar em consideração o tipo físico e perfil psicológico do ciclista, e o uso que será dado à bicicleta.

    Infelizmente no Brasil a maioria das bicicletas é fabricada em tamanho único; normalmente o 19', mais apropriado para homens que tem estatura em torno de 1,75m. Se você for muito mais alto, baixo ou for do sexo feminino, terá problemas para encontrar um quadro apropriado. Portanto, para começar bem, talvez seja necessário gastar um pouco mais do que imagina, mas não se arrependerá.

    Tirar o melhor proveito do corpo ao pedalar está relacionado à postura do ciclista na bicicleta, a técnica de condução e a correção de pequenos vícios.
    É um processo de auto-conhecimento e auto-respeito.

    Pensar o pedalar de maneira correta é tudo para o ciclista, não importa se ele esteja passeando num parque com a família ou competindo. Quanto mais corretamente o ciclista estiver pensando o pedalar, menor será o esforço.

    Escolhendo o tamanho adequado de uma bicicleta

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    As bicicletas fabricadas no Brasil são, em sua maioria, tamanho 18 ou 19 polegadas.

    Há algumas variações na forma utilizada pelos fabricantes para medir suas bicicletas. Portanto, é possível encontrar bicicletas de idênticas medidas, mas que por suas aparências, dão a idéia de tamanhos diferentes.

    O tamanho correto de uma bicicleta de estrada ou profissional, bem como seu ajuste ao ciclista, deve ser estabelecida por um profissional especializado.

    Abaixo ilustramos duas sugestões para o ajuste de sua bicicleta:

    1) Sugestão para bicicletas sem amortecedor

    Ajuste de selim: Três dedos abaixo, partindo da parte mais alta do osso da bacia, na lateral do corpo.

    Distância entre a ponta do selim e a caixa de direção da bicicleta é igual a distância do cotovelo às pontas dos dedos indicador e anular do ciclcista.

    2) Sugestão para bicicletas em geral

    A altura do cavalo x 0,88 é igual a medida do selim até o centro do eixo do movimento central da bicicleta, conforme o desenho. Os pés devem estar descalços e o ciclista deve estar vestido com a roupa que habitualmente utiliza para pedalar.

    E as bicicletas sâo todas iguais?

  • As bicicletas são todas iguais?
    Absolutamente não! Mesmo que duas bicicletas sejam aparentemente iguais, mas originadas de fábricas diferentes, provavelmente têm um desempenho diferente.

  • Por que não vale a pena comprar uma bicicleta bem baratinha?
    Porque a baixa qualidade da bicicleta é uma das principais razões para o desestímulo de pedalar. Por isso há tantas bicicletas empoeiradas nas garagens.

  • E bicicleta usada?
    O problema de bicicleta usada é, principalmente, o estado das peças. Caso necessite muita troca, o negócio sairá mais caro que uma nova.

  • Como saber se uma bicicletaria é boa?
    Limpeza, ordem, produtos bem expostos, grande variedade de produtos, atenção do vendedor, respostas claras e precisas, possibilidade de pequeno teste da(s) bicicleta(s). Caso não possam atendê-lo prontamente no produto procurado, tentarão encontrá-lo ou indicarão o local adequado para a compra.
    Uma boa bicicletaria respeita a concorrência e não a encara como inimiga. Entre as melhores delas, há uma noção clara de que sua finalidade comercial é, antes de tudo, aumentar o número de ciclistas felizes. Negociante correto age com ética e não empurra qualquer produto somente para realizar uma venda.


  • Reconhecendo uma boa bicicleta:

    Quadro e garfo:

    1. fundamental: o barato sai caro! o barato cansa! o barato quebra fácil! o barato não é seguro...

    2. a bicicleta mais bonita não é necessariamente a melhor.

    3. há uma bicicleta para cada uso.

    4. há uma modelo para cada ciclista.

    5. o que parece ser mais leve nem sempre é de fato mais leve.

    6. há um tamanho certo de bicicleta para cada ciclista.

    7. há uma geometria de quadro e garfo apropriada para cada ciclista.

    8. há diferentes tipos de tubos e materiais para construir o quadro.

    9. a única coisa que importa é a qualidade geral, a precisão.

    10. boa bicicleta permite ajustes finos

    11. cada bicicleta tem características próprias, como uma alma

    12. quanto melhor a suspensão, mais macio o acionamento

    13. quanto melhor a suspensão, menor a folga

    14. boa referência de qualidade de um quadro: o canote de selim deve subir e descer livre, sem arranhões

    Componentes:

    1. fundamental: o barato sai caro! o barato cansa! o barato quebra fácil!..

    2. o número de marchas não importa; importa a precisão

    3. o sistema de acionamento de marchas é o que você preferir

    4. a marca dos componentes não importa - importa a qualidade

    5. dê preferência a componentes em alumínio forjado, pelo menos

    6. bons componentes permitem ajustes variados e precisos

    7. rodas: quanto mais leves e fortes, melhor

    8. aros: perfeitamente alinhados e sem trancos na frenagem

    9. pneu: leve, alinhado, permite pressão alta

    10. câmara: se possível, leve e, que demore meses para murchar

    11. sistema de freio: acionamento gradual e poder de frenagem total

    12. pedal: opte pelo que lhe for mais cômodo


    Conforto, esporte ou força? As diferenças do desenho do quadro para o ciclista:

    Distância entre eixos:

  • longa (ideal para iniciantes): a bicicleta tem reações mais lentas, previsíveis; absorve melhor os impactos do solo


  • curta (ideal para profissionais): quanto mais curta é a bicicleta, mais rápidas são suas reações, tanto direcionais como nas respostas à força do ciclista.

    Distância de apoio entre selim e guidão:

  • curta (ideal para plano, uso urbano e iniciantes): serve para manter o ciclista numa posição de condução mais em pé, o que facilita olhar o trânsito. O ciclista fica mais exposto ao vento, o que torna a bicicleta mais lenta. Ciclista em posição mais em pé tem maior dificuldade em realizar subidas. O pescoço é menos exigido. A lombar passa a ser o amortecedor do ciclista.


  • longa (ideal para esportistas e profissionais): visa retirar o máximo do funcionamento muscular do corpo do ciclista. Facilita arrancadas, subidas e mudanças bruscas de direção, permitindo uma condução agressiva. Como o corpo do ciclista fica mais deitado, há menos arrasto aerodinâmico, facilitando a manutenção de altas velocidades.

    Altura do movimento central:

  • baixo: abaixa o centro de gravidade do conjunto bicicleta/ciclista aumentando a estabilidade. Mas, ao mesmo tempo, diminui a distância dos pedais para o chão, o que obriga o ciclista a ter certos cuidados ao pedalar, principalmente em curvas.


  • alto: facilita a transposição de obstáculos, permitindo que se pedale em terrenos irregulares ou acidentados. Normalmente encontrado em mountain bikes. Com elas é difícil o pedal tocar o solo, mesmo pedalando em curvas mais acentuadas.


  • Tipos básicos de bicicletas:

    Urbana ou híbrida
    Normalmente fabricadas com rodas aro 700, que são mais confortáveis que as de aro 26. A geometria é voltada para o conforto e estabilidade, normalmente mantendo uma posição do ciclista mais em pé, o que diminui a facilidade de manter alta velocidade e vencer subidas. Podem ter paralamas, bagageiro, farol, lanterna...












    Mountain Bike
    Aro 26 e pneus específicos para as condições do terreno. São construídas para agüentar os desaforos do ciclista, sem deixar de lado a velocidade. A posição do ciclista pode ser mais inclinada, visando ganho de força nas subidas. Pode ser pedalada em qualquer terreno e em qualquer condição. É recomendável uso de capacete, óculos e luvas de boa qualidade. Tipos: Rigida, hard tail, e full suspension.













    Road Bike ou estradeira
    Aro 700. Bicicletas específicas para uso em asfalto, de preferência em estrada. As rodas são leves, com pneus finos e com pressão muito alta. Tem pouca aderência ao solo, o que requer técnica e prática. Aceleram rápido, mantêm com certa facilidade velocidades altas. É recomendável uso de capacete, óculos e luvas de boa qualidade. Não recomendável para ciclistas iniciantes, uso urbano ou piso escorregadio.













    BMX, cross e afins
    Aro 20 ou 24. A grosso modo - são bicicletas para crianças e adolescentes, para fazer tudo, de brincadeiras à competição. É o melhor início que uma criança pode ter no ciclismo. É exatamente como o kart para o automobilismo.













    Infantis
    Aro 20 ou menor. A questão da qualidade aqui passa por fazer uma criança feliz. Quando comprar pense na criança, não na sua carteira. Compre qualidade, evite besteiras, enfeites, cestinhas, muitas marchas, suspensão, etc... O que interessa é que a criança tenha facilidade na condução da bicicleta. Um ótimo teste é a criança ser capaz de acionar com facilidade os freios e se eles freiam de fato.













    Profissionais ou de competição em qualquer modalidade
    Fabricação em pequena escala, com tecnologia de ponta e alto índice de qualidade. São vendidas em poucas bicicletarias por meio do que é chamado de "venda técnica". Há um modelo correto para cada ciclista, em cada modalidade específica. Algumas requerem condução refinada. Não recomendável para iniciantes

    Existem ainda as bicicletas do tipo beach bike, baja, full suspension, recumbent, ciclocross, cicloturismo, estradeira, road bike, triathlon, contra relógio, street, trial, ...

    Preços de bicicletas no mercado:

    O mercado de bicicletas pode ser dividido em quatro categorias básicas estabelecidas pelo preço. Os patamares de preço estão colocados em "dolar" por sua relação com o mercado internacional de matéria prima e de peças:

    1. bicicletas de supermercado ou magazines - até algo em torno de US$ 200,00 no máximo

    2. bicicletas para iniciantes: de US$ 250,00 a US$ 500,00.

    3. bicicletas para esportistas amadores: US$ 500,00 a US$ 1.000,00 (ou mais)

    4. bicicletas profissionais: o quanto seu bolso puder pagar.

    A Escola de Bicicleta recomenda a compra de uma bicicleta a partir do nível de iniciantes - US$ 250,00.
    O custo a médio e longo prazo será menor que de um modelo que custe menos de US$ 200,00.

    Que bicicleta comprar ?


    Esta é, provavelmente, a informação mais importante para um iniciante, porque a compra de uma bicicleta boa, adequada e correta é um dos fatores que mais influenciam no tomar gosto pelo pedalar. Subir numa bicicleta sem qualidade ou de tamanho errado é a certeza de sentir-se desconfortável e de ter mais um objeto empoeirando na casa.


    Quando pensar a compra:

  • REGRA ZERO!: Teste muitas bicicletas antes de optar por um modelo.


  • REGRA n° 1: O barato sai caro e cansa fácil. Se a marca da bicicleta for apenas um adesivo colado ao quadro, pense bem no que vai fazer.


  • REGRA n° 2: custo / benefício é a pergunta e será a resposta.


  • REGRA n° 3: Poucos podem ter uma Ferrari, mas qualquer um pode comprar uma bicicleta decente.

    Para leigos:

    Bicicletas também estão sujeitas a Lei do Consumidor. Se for necessário, reclame! Ajude a melhorar o setor de bicicletas e a vida de todos ciclistas.

    Evite comprar sua bicicleta em um supermercado ou magazine. Só numa bicicletaria é possível encontrar um atendimento especializado, o que resulta em uma simples diferença: pedalar com prazer.

    Compre sua bicicleta em uma boa bicicletaria!

    Uma boa compra é trabalhoso, mas vale a pena

    1. antes de mais nada, converse com vários ciclistas experientes

    2. tenha claro qual o uso que será dado à bicicleta

    3. teste o maior número de bicicletas que puder

    4. faça uma pesquisa de mercado nas bicicletarias

    5. pense em gastar 10% a mais; nunca 10% a menos

    6. uma boa bicicletaria permite um breve teste

    7. bicicleta ruim é a primeira causa do desestímulo ao uso da bicicleta

    8. entre duas bicicletas semelhantes? a que tenha rodas melhores!

    9. exemplo: se o selim não agradar, negocie a troca com a bicicletaria

    A margem de lucro das bicicletarias costuma ser apertada, mas a qualidade de serviço não.



  • SEGURANÇA NO TRÂNSITO


    Código de Trânsito Brasileiro
    Artigos relacionados ao uso da bicicleta

    CAPÍTULO II
    DO SISTEMA NACIONAL DE TRÂNSITO

    Art. 21
    Compete aos órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:
    II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas;

    Art. 24
    Compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:
    II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas;

    CAPÍTULO III
    DAS NORMAS GERAIS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

    Art. 29
    O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas:
    (...)
    § 2º Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.

    Art.: 38
    Antes de entrar à direita ou à esquerda, em outra via ou em lotes lindeiros, o condutor deverá:
    (...)
    Parágrafo único. durante a manobra de mudança de direção, o condutor deverá ceder passagem aos pedestres e ciclistas, aos veículos que transitem em sentido contrário pela pista da via da qual vai sair, respeitadas as normas de preferência de passagem.

    Art.: 58
    nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos das pista de rolamento, no mesmo sentido da circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

    Parágrafo único. A autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via poderá autorizar a circulação de bicicletas no sentido contrário ao fluxo dos veículos automotores, desde que dotado o trecho com ciclofaixa.

    Art. 59
    Desde que autorizado e devidamente sinalizado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via, será permitida a circulação de bicicletas nos passeios.

    CAPÍTULO IV
    DOS PEDESTRES E CONDUTORES DE VEÍCULOS NÃO MOTORIZADOS

    Art.: 68
    É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios (...)
    § 1º O ciclista desmontado empurrando a bicicleta equipara-se ao pedestre em direitos e deveres.

    Seção II
    Da Segurança dos Veículos

    Art.: 105
    São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros a serem estabelecidos pelo CONTRAN:
    VI - para as bicicletas, a campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo.

    CAPÍTULO XII
    DO LICENCIAMENTO

    Art. 129
    O registro e o licenciamento dos veículos de propulsão humana, dos ciclomotores e dos veículos de tração animal obedecerão à regulamentação estabelecida em legislação municipal do domicílio ou residência de seus proprietários.
    [ver também Art.24, incisos XVII e XVIII e Art.141]

    CAPÍTULO XV
    DAS INFRAÇÕES

    Art. 170
    Dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando a via pública, ou os demais veículos:
    Infração - gravíssima;
    Penalidade - multa e suspensão do direito de dirigir;
    Medida administrativa - retenção do veículo e recolhimento do documento de habilitação.

    Art. 181
    Estacionar o veículo:
    (...)
    VIII - no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público:
    Infração - grave;
    Penalidade - multa;
    Medida administrativa - remoção do veículo;

    Art. 192
    Deixar de guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu veículo e os demais, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade, as condições climáticas do local da circulação e do veículo:
    Infração - grave;
    Penalidade - multa.

    Art. 193
    Transitar com o veículo em calçadas, passeios, passarelas, ciclovias, ciclofaixas, ilhas, refúgios, ajardinamentos, canteiros centrais e divisores de pista de rolamento, acostamentos, marcas de canalização, gramados e jardins públicos:
    Infração - gravíssima;
    Penalidade - multa (três vezes).

    Art.: 201
    Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicletas.
    Infração: média
    Penalidade: multa

    Art.: 214
    Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo não motorizado:
    I - que se encontre na faixa a ele destinada;
    II - que não haja concluído a travessia mesmo que ocorra sinal verde para o veículo;
    (...)
    Infração - gravíssima;
    Penalidade - multa.
    IV - quando houver iniciado a travessia mesmo que não haja sinalização a ele destinada;
    V - que esteja atravessando a via transversal para onde se dirige o veículo:
    Infração - grave;
    Penalidade - multa.

    Art.:220
    Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança de trânsito
    XIII- ao ultrapassar ciclista
    Infração: gravíssima
    Penalidade: multa

    Art. 244
    § 1º Para ciclos aplica-se o disposto nos incisos III, VII e VIII, além de:
    a) conduzir passageiro fora da garupa ou do assento especial a ele destinado;
    b) transitar em vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo onde houver acostamento ou faixas de rolamento próprias;
    c) transportar crianças que não tenham, nas circunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança.
    Inciso III - fazendo malabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda;
    Inciso VII - sem segurar o guidom com ambas as mãos, salvo eventualmente para indicação de manobras;
    Inciso VIII - transportando carga incompatível com suas especificações

    Art. 247
    Deixar de conduzir pelo bordo da pista de rolamento, em fila única, os veículos de tração ou propulsão humana e os de tração animal, sempre que não houver acostamento ou faixa a eles destinados:
    Infração - média;
    Penalidade - multa.

    Art. 255
    Conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação desta, ou de forma agressiva, em desacordo com o disposto no parágrafo único do art. 59:
    Infração - média;
    Penalidade - multa;
    Medida administrativa - remoção da bicicleta, mediante recibo para o pagamento da multa.

    CAPÍTULO XX
    DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

    Art. 338
    As montadoras, encarroçadoras, os importadores e fabricantes, ao comerciarem veículos automotores de qualquer categoria e ciclos, são obrigados a fornecer, no ato da comercialização do respectivo veículo, manual contendo normas de circulação, infrações, penalidades, direção defensiva, primeiros socorros e Anexos do Código de Trânsito Brasileiro.

    ANEXO I
    DOS CONCEITOS E DEFINIÇÕES

    ACOSTAMENTO - parte da via diferenciada da pista de rolamento destinada à parada ou estacionamento de veículos, em caso de emergência, e à circulação de pedestres e bicicletas, quando não houver local apropriado para esse fim.

    BICICLETA - veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas, não sendo, para efeito deste Código, similar à motocicleta, motoneta e ciclomotor.

    BICICLETÁRIO - local, na via ou fora dela, destinado ao estacionamento de bicicletas.

    BORDO DA PISTA - margem da pista, podendo ser demarcada por linhas longitudinais de bordo que delineiam a parte da via destinada à circulação de veículos.

    CICLO - veículo de pelo menos duas rodas a propulsão humana.

    CICLOFAIXA - parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica.

    CICLOVIA - pista própria destinada à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum.

    PASSEIO - parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último caso, separada por pintura ou elemento físico separador, livre de interferências, destinada à circulação exclusiva de pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas.