Como tudo começou
A bicicleta é, com certeza, o veículo símbolo não só de liberdade, mas de amizade e igualdade. Isso porque, seja rico, seja pobre, criança ou adulto, brasileiro ou não, todos são iguais quando estão em cima de uma bicicleta. O único poder que se tem é o da sua própria força e vontade, para ir e vir para onde bem se quiser.
A bicicleta me acompanhou da infância à adolescência, mas foi já adulto que, aos 20 anos, descobri as HPV (Human Powered Vehicles), mais especificamente as bicicletas reclinadas.
Alguns amigos e eu gostávamos de dar longas pedaladas nos finais de semana. Saíamos de Santa Tereza (bairro do Rio de Janeiro), subíamos a estrada das Paineiras, descíamos até à Barra da Tijuca pedalando até Grumari. De lá voltávamos pela orla, passando novamente pela Barra, S. Conrado, Leblon, Ipanema, Copacabana, Botafogo e Flamengo.
Apesar de prazeroso, ao final do dia chegávamos muito cansados, e pior, com dores no bumbum, nas costas, no pescoço e nos braços. Nesta época eu e a maioria usávamos bicicletas de corrida, que além de serem leves, apresentam um ótimo rendimento no asfalto. Mas as dores eram um incômodo, que desestimulava pedaladas mais freqüentes, ou mais longas. Eu me perguntava se não existiria uma alternativa melhor de conforto, sem contudo comprometer o ótimo rendimento da "Speed". Tentei de tudo, guidon mais alto, selim mais largo, até uma Cruizzer "Light" (precursora das atuais Montain Bikes) e, apesar de minimizarem as dores, eliminá-las parecia distante.
Até que em um belo dia, assistindo a um documentário da National Geographic na televisão, pude descobrir que outras pessoas no mundo inteiro, que, queixando-se das mesmas coisas que eu, criaram uma espécie de associação
onde o objetivo era criar novos designs de bicicletas, triciclos e outros veículos de propulsão humana (HPV - Human Powered Vehicles). A meta era construir veículos mais rápidos, mais confortáveis e mais seguros, uma vez que o desenho da bicicleta tradicional não havia sido modificado substancialmente em mais de 200 anos. Foi desfilado no vídeo uma quantidade infindável de bicicletas e triciclos, alguns parecendo geringonças e outras parecendo aviões ou naves espaciais. O espetáculo de tipos e conceitos era interessantíssimo, viam-se pessoas pedalando de bruços e outras quase deitadas. Segundo o narrador o importante era não só, ser mais rápido, o que era possível graças a uma posição mais aerodinâmica, mas sim a troca de idéias e experiências entre os competidores que tentavam resolver os problemas técnicos das formas mais criativas possíveis.
Este vídeo me animou de tal forma que, tendo gravado o programa, eu o revi milhares de vezes, parando, analisando e estudando. Nesta época eu acabara de ingressar no curso superior de engenharia mecânica (CEFET), e vi ali a oportunidade de pôr em prática o conhecimento que adquiria nas aulas. Após meses desenhando propostas para um projeto de HPV, finalmente me determinei a construir um triciclo experimental.
Foi com a ajuda de um grande amigo e vizinho - Derek Flinte - que, juntos, iniciamos a construção do protótipo. Cortávamos e limávamos os tubos que eram restos de bicicletas velhas que tínhamos e levávamos
as peças para serem soldadas em uma serralheria próxima. Era um passatempo muito divertido projetar, construir e experimentar. Experimentar era a parte mais empolgante, pois andar em algo jamais visto, sem saber ao certo se ia funcionar e qual seria a forma mais adequada de dirigir era uma grande aventura. Juntos construímos vários protótipos, de triciclos a bicicletas reclinadas, nossa pista de teste não podia ser melhor: ladeira, paralelepípedo, trilho de bonde. O protótipo que fosse capaz de passar por isso tudo incólume, com certeza, era de ótima qualidade. Foi nesta época que começou no Rio de Janeiro, o "Tuesday Night Bikers" e é claro que já tínhamos um ótimo protótipo para estrear no asfalto.
Nosso protótipo usava as marchas nacionais mais vagabundas, o câmbio Dimosil, freios Side Pull, rodas dianteiras aro 20'' de uma bicicleta de cross e roda traseira 27'' de uma bicicleta de corrida. Se ele fosse capaz de acompanhar as Speed Bike no passeio seria um indicativo do sucesso do protótipo e de sua filosofia de projeto. Para nossa feliz surpresa, o protótipo não só acompanhou as Speed Bikes, como em sprint, atingiu velocidades e acelerações superiores. No terreno plano ela foi capaz de atingir uma velocidade máxima de
Desde então ten
ho dado continuidade ao aperfeiçoamento de novos modelos de bicicletas reclinadas, cujos projetos têm sido fruto não só da minha experiência e conhecimento, mas também da contribuição de amigos e usuários que, tendo adquirido suas reclinadas, fizeram questão de dar sugestões para a melhoria do projeto.
A essas pessoas inovadoras que preferiram arriscar um novo conceito e quebrar seus paradigmas em detrimento da tradição e conservadorismo,agradeço e responsabilizo pelo presente e futuro sucesso da Zöhrer bicicletas.
O DESEMPENHO DAS BICICLETAS RECLINADAS
As reclinadas bateram todos os recordes do ciclismo. Isto porque elas são aerodinamicamente superiores e biomecanicamente mais eficientes que as bicicletas convencionais, o que quer dizer, menos área frontal significa menor resistência do vento. De maneira geral a reclinada já é 10% mais rápida que uma convencional. Com uma carenagem parcial este fator pode chegar a 20%-25% mais rápida e até mais se a carenagem for completa. Reclinadas para uso em asfalto não são necessariamente mais rápidas que as convencionais. Isto depende principalmente do próprio ciclista. Mas se você estiver mesmo a fim de correr procure uma reclinada com características próprias e comece a treinar, pois esta lhe trará ótimos resultados.
Entre em contato conosco através dos telefones ou e-mails abaixo:
0xx21-2235-9379; 0xx21-9327-7788; 0xx21-9994-1325
Nosso endereço de contato: zohrervendas@gmail.com

Nenhum comentário:
Postar um comentário